Nômades digitais impulsionam viagens de longa duração em 2026

O crescimento do trabalho remoto continua transformando o turismo internacional. Cada vez mais profissionais aproveitam a flexibilidade para morar temporariamente em outros países enquanto trabalham pela internet. Na Europa, diversos países oferecem programas específicos para atrair esses profissionais, conhecidos como nômades digitais. Destinos favoritos Entre os países mais procurados estão: Esses destinos oferecem boa infraestrutura, internet de qualidade, segurança e qualidade de vida. Economia local também se beneficia Os nômades digitais costumam permanecer por vários meses em um mesmo destino, consumindo serviços locais, alugando imóveis e movimentando restaurantes, cafés e espaços de coworking. Esse perfil de viajante passou a ser visto como estratégico por diversos governos, que criaram vistos específicos para atrair trabalhadores remotos. Tendência deve continuar Especialistas afirmam que o número de profissionais que conciliam trabalho e viagens continuará aumentando nos próximos anos, impulsionado pela digitalização das empresas e pela busca por melhor qualidade de vida. Antes de escolher um destino, é importante verificar as regras de imigração, exigências de visto e obrigações fiscais do país escolhido.

Turismo sustentável ganha força e muda a forma de viajar pela Europa

Viajar deixou de ser apenas visitar pontos turísticos famosos. Em 2026, cresce rapidamente o número de turistas que procuram experiências sustentáveis, contato com comunidades locais e destinos menos movimentados. A tendência, conhecida como “slow travel”, incentiva viagens mais longas em um único destino, reduzindo deslocamentos frequentes e proporcionando uma experiência mais autêntica. O que é o slow travel? O conceito incentiva o viajante a conhecer profundamente uma região, valorizando: Além de reduzir impactos ambientais, esse modelo ajuda a distribuir melhor o turismo e beneficia economias locais. Cidades menos conhecidas ganham espaço Destinos secundários estão atraindo visitantes que desejam evitar grandes multidões e custos elevados. Especialistas acreditam que essa mudança continuará crescendo nos próximos anos, especialmente entre jovens e famílias que procuram experiências diferenciadas. Turismo consciente Outro destaque é a preocupação crescente dos turistas com sustentabilidade, preservação ambiental e respeito às culturas locais. Empresas do setor também investem em soluções para reduzir emissões de carbono e incentivar práticas mais responsáveis durante as viagens.

Europa registra recorde de viagens em 2026: veja os destinos mais procurados

O turismo europeu vive um dos seus melhores momentos dos últimos anos. De acordo com levantamentos recentes do setor, a intenção de viajar entre os europeus atingiu o maior nível desde 2020, impulsionando reservas para o verão e fortalecendo o mercado de turismo em todo o continente. Os destinos do sul da Europa continuam liderando a preferência dos viajantes, especialmente Portugal, Espanha, Itália e Grécia. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por cidades menores e regiões menos exploradas, onde é possível encontrar preços mais acessíveis e experiências culturais autênticas. O que explica o aumento das viagens? Especialistas apontam diversos fatores: Apesar do aumento das viagens, muitos turistas estão reduzindo o tempo de permanência e planejando melhor seus gastos, buscando equilíbrio entre lazer e economia. Destinos em destaque Entre os locais mais procurados em 2026 estão: Tendência para brasileiros Com a valorização do turismo europeu, brasileiros que pretendem visitar o continente devem planejar a viagem com antecedência, pesquisando passagens, hospedagem e documentação necessária. A expectativa do setor é que a demanda permaneça elevada durante todo o ano.

Europa redesenha as suas fronteiras: o novo mapa da imigração em 2026

Sistemas biométricos, regularizações em massa e novas leis nacionais transformam profundamente as regras para quem quer viver e trabalhar no continente Por Redação Revista Emigrar· Sede do Parlamento Europeu, Bruxelas · Reuters Vista aérea do bairro europeu em Bruxelas, onde se definem as grandes políticas migratórias do continente. 46,7 Mresidentes nascidos fora da UE 500 milregularizados pela Espanha em 2026 4,2 Mchegadas à UE em 2024 AEuropa vive em 2026 uma das suas maiores transformações em matéria de imigração em décadas. Entre sistemas biométricos nas fronteiras, regularizações em massa na Península Ibérica e novas exigências para residência legal, o continente reescreve as regras do jogo para milhões de imigrantes e para quem ainda planeia fazer a travessia. “A combinação de envelhecimento demográfico e necessidade de mão de obra qualificada obriga a Europa a abrir caminhos legais que antes inexistiam.” A maior mudança tecnológica chegou a 10 de abril, quando entrou em pleno vigor o Entry/Exit System (EES), o novo sistema biométrico da União Europeia que substitui definitivamente o tradicional carimbo no passaporte. Na prática, qualquer viajante de fora do espaço Schengen passa agora a ter fotografia, impressões digitais e dados do passaporte registados numa base de dados partilhada entre os 27, com armazenamento até três anos. O sistema já identificou mais de 4 000 situações de permanência irregular nos primeiros meses de operação, segundo dados preliminares do setor. Em paralelo, a Espanha protagonizou o gesto político mais simbólico do ano ao regularizar cerca de 500 000 imigrantes sem documentos que residam no país há pelo menos cinco meses. A medida do primeiro-ministro Pedro Sánchez gerou um debate aceso em toda a Europa e abriu a porta a uma série de desinformação sobre a livre circulação destes imigrantes dentro do bloco — algo que as regras comunitárias continuam a não permitir de forma automática. A Itália, por seu lado, anunciou a entrada de 500 000 novos trabalhadores entre 2026 e 2028 para fazer face à escassez de mão de obra. Portugal, o destino europeu mais procurado por falantes de português, atravessa um período de mudança legislativa profunda. O visto de procura de trabalho — que permitia a brasileiros e outros lusófonos entrar no país para encontrar emprego — foi encerrado em outubro de 2025 com a nova Lei dos Estrangeiros. A criação de um novo modelo voltado exclusivamente para profissionais qualificados aguarda ainda regulamentação. Os consulados portugueses no Brasil operam já com filas de 45 a 60 dias para a marcação de entrevistas. A Comissão Europeia apresentou em janeiro uma nova estratégia migratória de cinco anos com três eixos: combater a imigração irregular e as redes de tráfico humano, criar vias legais de acesso, e gerir o asilo de forma mais eficaz e humana. O diagnóstico é claro — com 46,7 milhões de pessoas nascidas fora da UE a viver no bloco e a Alemanha a liderar com 17,2 milhões de residentes estrangeiros, a Europa envelhecida precisa de imigração, mas quer escolher quem entra e como. EES · Sistema BiométricoPortugalEspanhaSchengenPolítica da UEResidência Legal Leia também Portugal: o que muda no visto D7 e nas autorizações de residência em 2026 ↗ ETIAS: o pré-registo obrigatório que vai mudar a viagem de brasileiros à Europa ↗ Onde há mais emprego para imigrantes? O mapa dos países que mais contratam ↗