Relatório da OIM mostra como a imigração impulsiona a economia global

A migração internacional continua sendo um dos principais motores do crescimento econômico mundial. É o que destaca um relatório recente da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que aponta a contribuição dos migrantes para o desenvolvimento de diversos países e alerta para os riscos de políticas migratórias cada vez mais restritivas. Segundo o documento, trabalhadores migrantes desempenham um papel essencial em setores estratégicos da economia, ajudando a suprir a escassez de mão de obra, aumentar a produtividade e estimular a inovação. Em muitas nações desenvolvidas, a presença de profissionais estrangeiros tornou-se indispensável para manter o funcionamento de áreas como saúde, tecnologia, construção civil, agricultura, transporte e hotelaria. Trabalhadores migrantes ajudam a impulsionar o crescimento O relatório mostra que milhões de migrantes contribuem diretamente para o Produto Interno Bruto (PIB) dos países onde vivem. Além de ocuparem vagas que muitas vezes permanecem abertas por falta de trabalhadores locais, eles também criam empresas, geram empregos e movimentam o consumo. Especialistas destacam que economias com população envelhecida dependem cada vez mais da imigração para manter o crescimento econômico e garantir o funcionamento dos sistemas de previdência e saúde. Remessas fortalecem economias de origem Outro destaque do estudo é o impacto das remessas financeiras enviadas pelos migrantes para seus países de origem. Todos os anos, bilhões de dólares são transferidos por trabalhadores que vivem no exterior para ajudar familiares, investir em educação, saúde, moradia e pequenos negócios. Em muitos países em desenvolvimento, essas remessas representam uma importante fonte de renda para milhões de famílias e contribuem para a redução da pobreza. Políticas mais restritivas preocupam especialistas Apesar da importância econômica da migração, diversos governos vêm adotando medidas mais rigorosas para controlar a entrada de estrangeiros. O relatório da OIM alerta que políticas excessivamente restritivas podem agravar a falta de trabalhadores em setores essenciais e reduzir o potencial de crescimento das economias. Segundo os especialistas, o desafio é encontrar um equilíbrio entre a segurança das fronteiras e a necessidade de atender à demanda por profissionais qualificados e trabalhadores em áreas com escassez de mão de obra. Brasileiros continuam buscando oportunidades no exterior O cenário também reflete a realidade dos brasileiros. Milhares de cidadãos deixam o país todos os anos em busca de melhores salários, qualidade de vida e oportunidades profissionais em destinos como Portugal, Canadá, Irlanda, Espanha, Alemanha, Austrália e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o Brasil também recebe um número crescente de imigrantes vindos de países da América Latina, Caribe, África e Oriente Médio, fortalecendo a diversidade cultural e contribuindo para diferentes setores da economia nacional. Migração como fator de desenvolvimento A OIM defende que políticas migratórias bem planejadas podem beneficiar tanto os países de destino quanto os de origem. A integração dos migrantes ao mercado de trabalho, o reconhecimento de qualificações profissionais e a proteção dos direitos humanos são apontados como fatores essenciais para maximizar os benefícios da mobilidade internacional. Além disso, o relatório destaca que a cooperação entre governos é fundamental para garantir fluxos migratórios seguros, organizados e regulares. Perspectivas para os próximos anos Com o envelhecimento da população em diversos países e a crescente demanda por profissionais qualificados, especialistas acreditam que a migração continuará desempenhando um papel estratégico na economia mundial. Para quem pretende emigrar, o cenário indica que ainda haverá boas oportunidades no exterior, principalmente para trabalhadores com qualificação técnica, domínio de idiomas e experiência em áreas de alta demanda. A principal recomendação é acompanhar as mudanças nas políticas migratórias, preparar a documentação necessária e buscar informações em fontes oficiais antes de iniciar qualquer processo de mudança internacional.

Países mudam regras de imigração em 2026: veja o que brasileiros precisam saber

O ano de 2026 tem sido marcado por importantes mudanças nas políticas de imigração em diversos países que recebem brasileiros para trabalhar, estudar ou viver. Governos da Europa, América do Norte e Oceania estão revisando suas regras de entrada, concessão de vistos e autorização de residência, com o objetivo de equilibrar as necessidades do mercado de trabalho, reforçar a segurança nas fronteiras e controlar os fluxos migratórios. Para quem pretende emigrar, é fundamental acompanhar essas alterações antes de iniciar qualquer processo de mudança, já que novas exigências podem impactar diretamente a aprovação de vistos e permissões de residência. Portugal mantém demanda por profissionais qualificados Portugal continua sendo um dos destinos preferidos dos brasileiros, mas as autoridades têm reforçado o controle sobre os pedidos de residência e de visto de trabalho. Embora o país siga necessitando de profissionais em áreas como tecnologia, saúde, turismo, construção civil e engenharia, os processos passaram a exigir documentação mais completa e maior comprovação da finalidade da viagem. Especialistas recomendam que os candidatos organizem toda a documentação com antecedência e acompanhem as atualizações divulgadas pelos órgãos oficiais de imigração. União Europeia amplia controles de entrada Os países do Espaço Schengen também estão implementando novos sistemas eletrônicos para reforçar o controle das fronteiras. Entre as novidades está a modernização dos registros de entrada e saída de viajantes e a adoção gradual de sistemas digitais para autorização de viagens. Embora essas mudanças tenham como objetivo aumentar a segurança, elas também exigem que os viajantes estejam atentos às novas regras antes do embarque. Canadá continua buscando trabalhadores estrangeiros O Canadá mantém programas de imigração voltados para profissionais qualificados, estudantes e trabalhadores temporários. No entanto, algumas categorias passaram por ajustes nos critérios de seleção, priorizando candidatos com experiência em setores que enfrentam escassez de mão de obra, como saúde, tecnologia, engenharia e construção. Quem pretende emigrar deve acompanhar os programas federais e provinciais, que podem sofrer atualizações ao longo do ano. Estados Unidos reforçam processos de análise Os Estados Unidos seguem realizando mudanças administrativas em diversos tipos de vistos, incluindo turismo, estudo e trabalho. Em algumas categorias, houve alterações nos procedimentos de análise e nos requisitos documentais. Especialistas orientam que os candidatos consultem sempre as informações mais recentes antes de agendar entrevistas ou iniciar pedidos de visto. Austrália e Nova Zelândia seguem priorizando profissionais qualificados Austrália e Nova Zelândia continuam entre os destinos mais procurados por brasileiros em busca de qualidade de vida. Ambos os países mantêm programas voltados para trabalhadores qualificados, mas vêm ajustando listas de profissões prioritárias e critérios de elegibilidade de acordo com as necessidades do mercado. Áreas como enfermagem, tecnologia da informação, engenharia, educação e construção civil permanecem entre as mais valorizadas. O que muda para os brasileiros? As alterações nas políticas migratórias reforçam a importância do planejamento. Antes de iniciar qualquer processo de imigração, é recomendável: Também é importante evitar informações falsas divulgadas em redes sociais e utilizar apenas fontes oficiais ou consultorias especializadas. Planejamento é o principal aliado Apesar das mudanças, especialistas afirmam que muitos países continuam necessitando de mão de obra estrangeira devido ao envelhecimento da população e à falta de profissionais em setores estratégicos. Dessa forma, brasileiros qualificados ainda encontram boas oportunidades para trabalhar, estudar ou empreender no exterior. A principal recomendação é manter-se informado, preparar a documentação corretamente e acompanhar as atualizações nas leis de imigração do país escolhido. Um bom planejamento continua sendo o caminho mais seguro para realizar o sonho de viver no exterior com tranquilidade e dentro da legalidade.

Brasil registra mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados; veja os números

O Brasil alcançou uma marca histórica ao registrar mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados vivendo no país, segundo dados divulgados por órgãos oficiais e organismos internacionais. O crescimento reflete o aumento dos fluxos migratórios nos últimos anos, impulsionados por crises humanitárias, oportunidades econômicas e acordos internacionais de acolhimento. Atualmente, cidadãos de mais de 180 nacionalidades residem em território brasileiro. A maior comunidade é formada por venezuelanos, que chegaram ao país em grande número após o agravamento da crise econômica e política na Venezuela. Também há um crescimento expressivo de haitianos, bolivianos, argentinos, colombianos, sírios, cubanos e portugueses. Os estados que concentram o maior número de imigrantes são São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Roraima. Enquanto os estados do Sul e Sudeste atraem trabalhadores para a indústria, agricultura e setor de serviços, Roraima continua sendo a principal porta de entrada para milhares de venezuelanos. Refugiados em crescimento Além dos imigrantes, o Brasil também registra aumento no número de pessoas reconhecidas como refugiadas. A maioria foge de conflitos armados, perseguições políticas, violações de direitos humanos e desastres humanitários. A legislação brasileira é considerada uma das mais avançadas da América Latina em relação à proteção de refugiados, garantindo acesso à documentação, educação, saúde pública e mercado de trabalho para aqueles que recebem o reconhecimento oficial. Mercado de trabalho Grande parte dos imigrantes chega ao Brasil em busca de melhores condições de vida e oportunidades de emprego. Diversos setores da economia têm absorvido mão de obra estrangeira, especialmente construção civil, agronegócio, tecnologia, logística, hotelaria e serviços. Especialistas afirmam que a imigração contribui para o desenvolvimento econômico, aumenta a diversidade cultural e ajuda a suprir a demanda por profissionais em áreas com escassez de trabalhadores. Desafios da integração Apesar dos avanços, ainda existem desafios importantes. Muitos imigrantes enfrentam dificuldades para validar diplomas obtidos no exterior, aprender a língua portuguesa, conseguir moradia adequada e acessar empregos compatíveis com sua formação profissional. Organizações da sociedade civil e instituições públicas desenvolvem programas de acolhimento, capacitação e integração social para facilitar a adaptação dessas pessoas à realidade brasileira. Brasil continua como destino migratório Especialistas acreditam que o Brasil deverá continuar recebendo novos fluxos migratórios nos próximos anos, especialmente de países da América Latina e do Caribe. A estabilidade institucional, a dimensão territorial e as oportunidades econômicas tornam o país um importante destino para quem busca recomeçar a vida. Ao mesmo tempo, milhões de brasileiros continuam emigrando para países como Portugal, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Irlanda em busca de melhores salários, qualidade de vida e novas oportunidades, demonstrando que os movimentos migratórios seguem cada vez mais globais. Conclusão O marco de mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados evidencia que o Brasil ocupa um papel relevante no cenário migratório internacional. O desafio agora é ampliar políticas públicas que promovam inclusão, acesso ao mercado de trabalho e integração social, garantindo que a imigração continue contribuindo para o desenvolvimento econômico e cultural do país.

Fila de imigrantes na Câmara Municipal de Barcelona · AP, Abril 2026

UrgenteEspanha Espanha recebe mais de 2 milhões de imigrantes em apenas dois anos Um em cada quatro residentes estrangeiros a viver em Espanha chegou entre 2023 e 2024. O país torna-se o principal destino migratório da Europa Ocidental. +2 Mimigrantes em23 meses 500 milregularizados por Sánchez em 2026 #1destino de chegadas na UE em 2024 +500 milnovos vistos de trabalho em Itália (26–28) Por Redação Revista Emigrar · Bruxelas / Madrid15 Mai. 2026 · 6 min Espanha tornou-se o epicentro da imigração europeia. Mais de dois milhões de migrantes estabeleceram-se no país entre 2023 e 2024 — o ritmo mais acelerado desde o grande ciclo migratório do início dos anos 2000 — consolidando Madrid e Barcelona como as novas capitais da diáspora latino-americana na Europa. Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Estadística e confirmados pelo Eurostat, mostram que um em cada quatro residentes nascidos no estrangeiro em Espanha chegou neste período de apenas 23 meses. O crescimento está particularmente concentrado entre cidadãos da Colômbia, Peru e Venezuela, mas inclui também uma vaga significativa de ucranianos, deslocados pela guerra. Portugal, Brasil e outros países lusófonos contribuem igualmente para os números, numa tendência que inverte anos de emigração ibérica. “O crescimento aproxima-se dos grandes ciclos migratórios do início da década de 2000. A diferença é que agora a Europa envelheceu — e precisa destes trabalhadores.” Em resposta a este cenário, o primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou em abril a regularização de cerca de 500 000 imigrantes sem documentos que residam em território espanhol há pelo menos cinco meses. A medida gerou debate intenso nos restantes países da União Europeia, com vários governos a questionar se estas regularizações poderiam influenciar os fluxos migratórios dentro do espaço Schengen. Especialistas da Comissão Europeia deixaram claro que a residência temporária concedida por Espanha não confere automaticamente direito de livre circulação para os demais Estados-membros. O que isto significa para quem emigra O fenómeno não é exclusivo de Espanha. A Itália, confrontada com um dos índices de envelhecimento demográfico mais acentuados da Europa, aprovou um decreto trienal que prevê a chegada de meio milhão de trabalhadores estrangeiros entre 2026 e 2028, maioritariamente oriundos do norte de África, Ásia do Sul e América Latina. A medida marca uma viragem no discurso político romano, que durante anos apostou na contenção dos fluxos migratórios. No contexto mais amplo, a Comissão Europeia estima que 46,7 milhões de pessoas residentes na União Europeia nasceram fora do bloco — cerca de 10% da população total. A Alemanha continua a ser o país com mais estrangeiros em termos absolutos, com 17,2 milhões, seguida de França com 9,6 milhões e Espanha com 9,5 milhões. Juntos, estes três países concentram mais de metade de todos os imigrantes residentes na UE. Para a Revista Emigrar, e para os milhões de leitores que acompanham de perto as oportunidades e desafios de viver na Europa, o recado é claro: o continente precisa de novos residentes e está, lentamente, a abrir caminhos para os receber.

Europa redesenha as suas fronteiras: o novo mapa da imigração em 2026

Sistemas biométricos, regularizações em massa e novas leis nacionais transformam profundamente as regras para quem quer viver e trabalhar no continente Por Redação Revista Emigrar· Sede do Parlamento Europeu, Bruxelas · Reuters Vista aérea do bairro europeu em Bruxelas, onde se definem as grandes políticas migratórias do continente. 46,7 Mresidentes nascidos fora da UE 500 milregularizados pela Espanha em 2026 4,2 Mchegadas à UE em 2024 AEuropa vive em 2026 uma das suas maiores transformações em matéria de imigração em décadas. Entre sistemas biométricos nas fronteiras, regularizações em massa na Península Ibérica e novas exigências para residência legal, o continente reescreve as regras do jogo para milhões de imigrantes e para quem ainda planeia fazer a travessia. “A combinação de envelhecimento demográfico e necessidade de mão de obra qualificada obriga a Europa a abrir caminhos legais que antes inexistiam.” A maior mudança tecnológica chegou a 10 de abril, quando entrou em pleno vigor o Entry/Exit System (EES), o novo sistema biométrico da União Europeia que substitui definitivamente o tradicional carimbo no passaporte. Na prática, qualquer viajante de fora do espaço Schengen passa agora a ter fotografia, impressões digitais e dados do passaporte registados numa base de dados partilhada entre os 27, com armazenamento até três anos. O sistema já identificou mais de 4 000 situações de permanência irregular nos primeiros meses de operação, segundo dados preliminares do setor. Em paralelo, a Espanha protagonizou o gesto político mais simbólico do ano ao regularizar cerca de 500 000 imigrantes sem documentos que residam no país há pelo menos cinco meses. A medida do primeiro-ministro Pedro Sánchez gerou um debate aceso em toda a Europa e abriu a porta a uma série de desinformação sobre a livre circulação destes imigrantes dentro do bloco — algo que as regras comunitárias continuam a não permitir de forma automática. A Itália, por seu lado, anunciou a entrada de 500 000 novos trabalhadores entre 2026 e 2028 para fazer face à escassez de mão de obra. Portugal, o destino europeu mais procurado por falantes de português, atravessa um período de mudança legislativa profunda. O visto de procura de trabalho — que permitia a brasileiros e outros lusófonos entrar no país para encontrar emprego — foi encerrado em outubro de 2025 com a nova Lei dos Estrangeiros. A criação de um novo modelo voltado exclusivamente para profissionais qualificados aguarda ainda regulamentação. Os consulados portugueses no Brasil operam já com filas de 45 a 60 dias para a marcação de entrevistas. A Comissão Europeia apresentou em janeiro uma nova estratégia migratória de cinco anos com três eixos: combater a imigração irregular e as redes de tráfico humano, criar vias legais de acesso, e gerir o asilo de forma mais eficaz e humana. O diagnóstico é claro — com 46,7 milhões de pessoas nascidas fora da UE a viver no bloco e a Alemanha a liderar com 17,2 milhões de residentes estrangeiros, a Europa envelhecida precisa de imigração, mas quer escolher quem entra e como. EES · Sistema BiométricoPortugalEspanhaSchengenPolítica da UEResidência Legal Leia também Portugal: o que muda no visto D7 e nas autorizações de residência em 2026 ↗ ETIAS: o pré-registo obrigatório que vai mudar a viagem de brasileiros à Europa ↗ Onde há mais emprego para imigrantes? O mapa dos países que mais contratam ↗